Categoria: Correio Braziliense

Meu artigo no Correio Braziliense e Estado de Minas: “Brasil: entre Bolsonaro e Lula.”

O que menos importa para Lula e Bolsonaro é o Brasil. Isto é absolutamente secundário. Esta é a hora dos setores responsáveis da política, economia e da sociedade civil assumir o protagonismo político. Não é possível deixar o país entregue a duas lideranças nefastas à nossa nacionalidade. A omissão pode custar muito caro. É urgente politizar a discussão dos grandes problemas nacionais, isolando os caudilhos de ópera bufa. O Brasil não pode ficar submetido a aventureiros sem qualquer responsabilidade com o nosso destino.

“Bolsonaro flerta com o caos.” Meu artigo publicado no Correio Brasiliense e Estado de Minas.

Paulo Guedes era um desconhecido até a campanha eleitoral do ano passado. Faz o que quer porque sabe que o último elo de apoio de Jair Bolsonaro é a sua permanência no ministério. A divulgação da mais recente pesquisa de popularidade mostra Bolsonaro com o pior desempenho da história em dez meses de governo: 42,1% de ruim e péssimo. Sem apoio popular, sem base congressual, com a economia estagnada e ameaçado por revelações com o bas fond carioca, resta o apoio do grande capital financeiro.

Meu artigo no Correio Brasiliense e Estado de Minas : “Os Bolsonaros e o Brasil.”

Os Bolsonaros entendem o espaço público como uma mera continuidade dos seus interesses privados. Agem certos da impunidade penal ou moral. Basta recordar que o pai, ao longo da sua pífia vida parlamentar empregou mais de uma centena de familiares, de acordo com levantamento publicado na imprensa. E considera esta ação antirrepublicana absolutamente natural. Outro filho, Flávio, transformou seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, de acordo com denúncias de conhecimento público, em um sorvedouro de recursos oficiais, em um curioso socialismo bolsonarista: era obrigatoriamente partilhado com o deputado o salário recebido pelos assessores.

Meu artigo no Correio Braziliense e Estado de Minas: “Bolsonaro só pensa na reeleição.”

O Presidente da República só pensa em uma coisa: na reeleição. Para isso necessita, dentro da sua particular visão de mundo – manter o clima permanente de tensão. Acredita que desta forma viabiliza sua candidatura ao segundo turno em 2022. Se enxerga eleitoralmente à longo prazo, o faz para escamotear o fracasso administrativo, político e econômico do seu governo. Não tem nada de relevante para apresentar ao eleitorado a não ser – e daí a importância de Lula livre – o antagonismo com o PT. Antagonismo, vale destacar, absolutamente despolitizado. Inexiste uma contraposição ideológica em termos administrativos pois o governo, até agora, nada tem para apresentar. Nestes quase dez meses de bolsonarismo, o discurso ocupou o lugar da prática governamental. Falou muito – e de forma inconsequente – e pouco realizou.

Meu artigo no Correio Braziliense e Estado de Minas:”Bolsonaro entre a democracia e o autoritarismo.”

A estagnação econômica é a marca do governo Jair Bolsonaro. O país está paralisado. O presidente se dedica a questões menores sem entender a altura do cargo que ocupa. Nos últimos dias concentrou seus ataques à imprensa. Usou palavras inadequadas. Teceu ameaças. Vociferou aos quatro ventos. Contudo, sobre as principais questões de Estado, manteve silêncio. Tem enorme dificuldade – até porque reconhece suas limitações – de exercer plenamente a presidência da República. O quadro fica mais grave pois o país enfrenta a mais longa crise da história republicana. A ausência da liderança presidencial é patente

A desindustrialização e a ausência de lideranças empresariais.

Meu artigo no Correio Braziliense e Estado de Minas.
O processo de desindustrialização é patente. Nos últimos cinco anos a presença da produção industrial no mundo cresceu 10%. No mesmo período, no Brasil, houve uma queda de 15%. Do Produto Interno Bruto a indústria representa apenas 11%, quando já teve uma participação próxima a um quarto do PIB. Neste ritmo, o país deixará de fazer parte do rol das dez maiores economias industriais

Artigo do Prof. Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas: “Bolsonaro e o discurso na ONU”.

Jair Bolsonaro teve o desempenho esperando na abertura da Assembleia Geral da ONU. Foi o pior discurso de um presidente brasileiro desde 1982, quando João Figueiredo lá esteve. É conhecida a dificuldade de Bolsonaro para a leitura de um simples documento. Pior ficou quando teve de ler um discurso ao longo de intermináveis 33 minutos. O resultado foi desastroso. Se a imagem do Brasil já era ruim, após o libelo a situação piorou ainda mais. Caminhamos celeremente para ser um Estado pária na comunidade internacional.

Artigo do Prof. Villa no Correio Brasiliense e Estado de Minas: “Os trabalhos e os dias de Bolsonaro.”

As pesquisas de opinião demonstram que o governo caminha para no final do ano atingir um índice de desaprovação superior a 50%. Não indica que possa retirar o país da estagnação econômica. O presidente passou a focar temas afeitos às questões de gênero. É uma estratégia que pode ter eficácia eleitoral, mas que nada agrega em termos políticos e, especialmente, no campo econômico. Ou seja, Bolsonaro tem entendido o ato de governar como se fosse uma extensão do processo eleitoral. Este engano pode ser fatal às suas pretensões.

Artigo do historiador Marco Antonio Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas:”Bolsonaro é adversário da Constituição”.

Este autoritarismo do século XXI pretende eliminar as garantias constitucionais conquistadas ao longo das últimas décadas. Precisa manter a ofensiva contra o Estado democrático de Direito. E tem na Constituição de 1988 o seu maior adversário. Daí a necessidade de desmoralizar as instituições e testar a resistência dos outros Poderes frente aos avanços do Executivo. Deve também anestesiar a sociedade civil. Para isso conta com as milícias digitais e a produção em massa de fake news. É necessário construir uma realidade virtual fictícia que permita dar credibilidade aos devaneios reacionários. Verdade e mentira ficam de tal forma associados que não se sabe mais o que está acontecendo, mesmo sobre questões banais.

Governo Bolsonaro.Qual governo?

Governo Bolsonaro. Qual governo?
Artigo do historiador Marco Antonio Villa
no Correio Brasiliense e Estado de Minas.
Com o aumento da impopularidade – e todas as pesquisas detectam esta tendência – Bolsonaro deverá intensificar os
ataques à imprensa. E contará com o apoio das milícias digitais. Vai radicalizar, cada vez mais, o discurso. Não perderá oportunidade para atacar os valores democráticos e seus adversários políticos. Se necessário irá utilizar os instrumentos de Estado para coagir seus opositores – já o fez, de forma embrionária, revelando linha de crédito para a compra de pequenos aviões da Embraer. Para ele, que não compreende as atribuições de chefe do Executivo federal, tudo é permitido. Supõe que o cargo permite que aja sem freios. Ignora os limites legais