Categoria: Correio Braziliense

Artigo do Prof. Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas: “Lula e a ironia da história.”

Lula sempre teve como princípio não ter princípio. Isto desde o início da sua vida sindical, em 1972, quando seu irmão, frei Chico, o colocou na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, como um representante informal do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão.

Artigo historiador Marco Antonio Villa publicado no Correio Braziliense e Estado de Minas.

Os extremismos à direita e à esquerda tem hoje a preferência do eleitorado. Ao menos é o que indicam as pesquisas. É compreensível frente a maior, a mais extensa e a mais profunda crise política do Brasil republicano. A desmoralização das instituições é um elemento aglutinador para os radicais.
O perigo do extremismo é transformar a disputa eleitoral em uma guerra.
O cidadão deixa de ser cidadão. Transfere ao líder a responsabilidade de enfrentar os dilemas nacionais. A ação política individual, fruto da reflexão, deixa de existir. Não há reflexão. Não é preciso. O líder tudo sabe e tudo faz.
Enfrentar os extremismos é o grande desafio, não só do processo eleitoral, mas de viver numa democracia. É possível vencê-los?

Artigo do Prof.Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas:”José Sarney, o mais longevo oligarca brasileiro.”

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro.
Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome.o Sarnei, já nos anos 1980, ganhou um “y” no lugar do “i”. Dava um ar de certa nobreza.
Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa.
Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação em março de 1990 de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!
Espertamente, em 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época em que foi presidente.

Artigo Prof. Villa publicado no Estado de Minas e Correio Braziliense: “Que o amanhã não seja o hoje.”

As oligarquias controlam com mãos de ferro “seus” estados. O governo federal foi – e não é de hoje – tomado pelos interesses privados. Tudo que é público é visto como algo a ser saqueado. Temos uma elite cleptomaníaca. Os corruptos perderam a vergonha. Nos tempos sombrios que vivemos, falta de compostura virou grife.

Meu artigo publicado ontem no Correio Braziliense e no Estado de Minas:”Monteiro Lobato, um brasileiro.”

Em um país com poucos heróis, Monteiro Lobato, certamente, é um deles.
Lobato foi um intelectual que criticou violentamente as elites e o marasmo do povo brasileiro. Foi também um nacionalista, profundamente antiestatista. Escreveu, polemizou, combateu, foi preso, mas nunca adulou o poder, algo raríssimo entre os nossos intelectuais.


Artigo do historiador Marco Antonio Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas:”A eleição e a fala despolitizada.”

As alianças entre os partidos não são estabelecidas devido às afinidades ideológicas – o que justificaria plenamente os acordos. O que conta é o tempo que a coligação terá na televisão. Ou, pior, muito pior, são adotadas formas pouco republicanas, como a compra de uma bancada partidária estabelecendo um valor per capita ou o pagamento de uma mesada aos aliados fiéis. Chega-se ao cúmulo de um partido ter uma aliança política no município que é diferente da estabelecida na esfera estadual, que, por sua vez, não é a mesma que foi efetuada no Congresso Nacional. Aqui Catilina sempre vence Cícero.

Artigo Prof. Villa no Estado de Minas/Correio Braziliense: “A República dos tartufos.”

Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um deles, conhecido político paulista, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, faz parte da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

A Ópera-bufa eleitoral está de volta.

Artigo do historiador Marco Antonio Villa no Correio Braziliense.
O político virou um ator.Representa o papel orquestrado pelo marqueteiro ( sempre pautado pelas pesquisas qualitativas).Não pensa.Repete mecanicamente o que é ditado pelos seus assessores.Nada nele é verdadeiro.