Categoria: Istoé

Meu artigo na Istoé: “Bolsonaro e a conexão Rio-Brasília.”

É inegável que a estrutura estatal fluminense foi tomada por diversas organizações criminosas — e de vários matizes, tanto no campo ideológico, como também de origem, algumas vindo da política, outras do mundo do sagrado e, finalmente, àquelas que não esconderam sua matriz criminosa, como a dos milicianos.
Esta nefasta forma de exercício da política teve no Rio de Janeiro a sua mais perfeita tradução. O pior é que acabou sendo exportada para outros estados e, inclusive, chegou ao governo federal. Tem hoje no Palácio do Planalto a sua melhor criação, Jair Bolsonaro. Em outras épocas da nossa República seria inexequível imaginar um indivíduo — prefiro não o chamar de cidadão, porque aí teríamos de pensar o conceito que foi moldado em França a partir de 1789 — como Bolsonaro na chefia do Executivo federal. Todavia, a desmoralização da política como espaço privilegiado da pólis, conduziu a um processo de tomada do aparelho de Estado por interesses vinculados à marginalidade — no sentido sociológico. Deu no que estamos vivendo. A tarefa, hoje, é de retomar o Estado e reconstitucionalizar o Brasil.

Bolsonaro é a velha barbárie brasileira.

Meu artigo na Istoé. Um dos desafios da atual política brasileira é definir e compreender, no sentido histórico, o governo […]

Capa Istoé: Tragédia brasileira. 100 Mil Mortos.

“Não são apenas números.São vidas ceifadas abruptamente pela mais devastadora pandemia a atingir o país. A ausência de uma liderança comprometida com o efetivo combate a doença levou ao quadro dramático.

Quantos poderiam ser poupados?”

Meu artigo na Istoé: “Bolsonaro, um obtuso na Presidência.”

O Brasil vive a mais grave crise econômica da história republicana, a pandemia mais implacável dos últimos cem anos e, para agravar ainda mais este quadro, em um cenário internacional afetado pela tormenta que atingiu a economia mundial, que só pode encontrar paralelo com a débâcle de 1929. Mas como estamos em um momento sombrio da vida nacional, o quadro é ainda mais complexo, pois a estrutura de Estado brasileiro — a máquina pública – não consegue funcionar sem que seja impulsionada pelas diretrizes provenientes dos escalões superiores e estes estão ocupados por ineptos à imagem e semelhança de Bolsonaro, mesmo quando alguns obtiveram uma formação profissional superior a do capitão. Basta acompanhar a ação administrativa desastrosa dos militares nos cargos civis. E são mais de seis mil. O caso mais dramático é o do ministro da Saúde.

Meu artigo na Istoé: “O custo Bolsonaro.”

Estamos isolados política e diplomaticamente; e com terríveis repercussões no campo das nossas exportações. Não é de hoje que a irresponsabilidade da política ambiental é mal vista no exterior. Contudo, a desarticulação dos mecanismos de controle estatal, na região amazônica, produzidas pelo atual governo, agravou ainda mais o quadro. Deverá ter um reflexo negativo nos investimentos estrangeiros — principalmente os diretos — e uma queda relativa nas exportações. Sabemos que para conquistar um mercado no exterior (e estamos falando de um setor extremamente competitivo) é muito vezes uma tarefa de anos; contudo, para perdê-lo, é uma questão de meses. Isto já está ocorrendo e se este processo não for rapidamente interrompido, o Brasil vai ter de conviver com uma situação anômala: um agronegócio a cada ano mais eficiente, mas sem possibilidade de ampliar os mercados no exterior, o que levará a uma sensível queda do setor, não só na participação do PIB, bem como nas regiões onde está presente e até nos preços internos de alimentos.

Meu artigo na Istoé: “O Brasil pós-Bolsonaro”.

A reconstrução terá de ser realizada olhando para os mais afetados pela crise. O Brasil pós-pandemia estará mais pobre do que antes da chegada do coronavirus. Vai piorar não só o produto interno bruto — a recessão poderá chegar, de acordo com o FMI, a 9% — como os índices de empregabilidade, de concentração de renda. A massa salarial vai ser brutalmente reduzida. Milhares de empresas vão fechar. Somos, hoje, um Estado-pária na comunidade internacional. Ao isolamento político já está sendo agregado o componente econômico.

Capa da Istoé: “O delírio da cloroquina. A droga do presidente.”

Capa da Istoé: “Desacreditada no mundo inteiro, abandonada pela OMS, banida nos EUA, a hidroxicloroquina vira o grande problema de […]

Adeus, Bolsonaro.

Neste cenário de horrores, Bolsonaro estimulou nos últimos meses um confronto permanente com as instituições e a Constituição.
Se a imagem externa do Brasil já estava arranhada, os últimos acontecimentos apresentaram ao mundo um país que, além de agir pessimamente em relação à pandemia, ao meio ambiente e aos direitos humanos, tem na Presidência da República um cidadão envolvido, segundo as denúncias, com o crime organizado.

Capa Istoé: “As ramificações do Laranjal de Flávio Bolsonaro”.

Como se estende e ate onde o filho do presidente teria se beneficiado do esquema criminoso das rachadinhas. Montado por ele, e que envolveu milicianos.O laranjal inclui acusações de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e improbidade administrativa.

Bolsonaro caminha para o golpe.

Jair Bolsonaro joga com a crise.Faz com que tenha de explicitar sistematicamente seu desapreço em relação à institucionalidade e apontar para o único caminho que resta: o golpe de Estado. Todas suas ações estão voltadas a este objetivo. Como disse um dos seus filhos: só resta definir a data.