Categoria: Istoé

Meu artigo na Istoé : “O Brasil vai acordar?

A inevitável libertação de Lula vai, inicialmente, favorecer o jogo de Bolsonaro. Ele necessita da polarização com o PT. Vive disso. Contudo, juntamente com a reação da sociedade civil frente aos desmandos governamentais, o Brasil poderá acordar, reagir, romper com os extremismos de petistas e bolsonaristas. Assim, vai caminhar para construir uma alternativa democrática, moderna, popular e nacional.

Meu artigo na Istoé: “O preço da polarização.”

Despreparado, sem experiência administrativa, com pífia base partidária, desconhece os objetivos que pretende atingir na sua gestão. Não tem um projeto de governo. Mesmo assim — e não é de hoje — proclama aos quatro ventos que pretende ser candidato à reeleição. Isto faz com que tenha de manter um clima de constante polarização. Desta forma evita o debate no campo das ideias e despolitiza o enfrentamento com as oposições. Esta estratégia tem prazo de validade. Dá certo fôlego no início. Mesmo assim as pesquisas mostram que a receptividade popular tem sido negativa: 55% dos brasileiros não confiam no presidente — isto em apenas nove meses de governo, caso único desde a redemocratização.

Meu artigo na Istoé: “Bolsonaro e a ingovernabilidade.”

É imprescindível para que o Brasil tenha condições de enfrentar — e vencer — os graves problemas nacionais a conversão de Jair Bolsonaro à democracia. Ele tem de encontrar o seu Caminho para Damasco. Os ataques sucessivos às instituições poderão conduzir o País para uma grave crise política com terríveis consequências econômicas. É fundamental que as forças políticas, as lideranças empresariais e a sociedade civil tomem a iniciativa de dar um brado de alerta antes que seja tarde.

Meu artigo na Istoé: “O isolamento de Bolsonaro”.

O presidente Bolsonaro tem enorme dificuldade para conviver com a democracia. Não faz questão de esconder. Em um cenário de tensão crescente vai, com certeza, pressionar os meios de comunicação. Usará de todos os recursos possíveis. Jornalistas vão ser ameaçados e as redes sociais deverão funcionar abertamente como braços do autoritarismo neofascista, espalhando mentiras. É esta a sua forma de agir. Deverá atacar o Congresso Nacional e as cortes superiores de Justiça. Contudo, os maus resultados econômicos vão limitar sua ação. A radicalização vai produzir mais isolamento. Sem apoio popular, restará sonhar com uma intervenção militar. Vai perder. As Forças Armadas não vão embarcar em nenhuma aventura política.

Capa da Istoé.

Patriotismo à la Collor. Presidente Bolsonaro convoca população a vestir verde e amarelo e movimento estudantil sugere preto como protesto, […]

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Bolsonaro é a crise.”

Bolsonaro ataca gratuitamente o virtual presidente da Argentina, nosso terceiro parceiro comercial. Em vez de focar no aumento das exportações do agronegócio, desmoraliza as ações de proteção da Amazônia, desqualifica os organismos de controle do meio ambiente, despreza e recusa recursos para a preservação das nossas florestas, ataca os dirigentes de países amigos e grandes importadores de nossos produtos, principalmente os europeus. Busca a todo preço ser um serviçal dos interesses imperialistas norte-americanos, abrindo um contencioso, em médio prazo, com a China, nosso principal parceiro comercial. Internamente, ele não consegue desenhar nenhum plano de reativação econômica. Para esconder a incompetência, vocifera contra seus adversários, radicalizando o discurso até assumir, em alguns momentos, ares neofascistas.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Bolsonaro cada vez mais autoritário”.

Bolsonaro vai continuar testando os limites das instituições. Pretende desmoralizá-las. Faz parte do seu projeto, ainda que rudimentar, destruir o Estado democrático de Direito. Sob essas ruínas, ele pretende erguer seu autoritarismo neofascista. Próximo de um delírio, essa iniciativa dificilmente irá obter êxito, ainda que no caminho leve o País à mais grave crise da história republicana.
O seu projeto é destruir a democracia. Pego em ilegalidades, assume ares de vítima.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “A crise e os sindicatos”.

O darwinismo social está em alta no Brasil. A selvageria tomou conta do pensamento econômico. O decoro foi jogado às favas. Agora o que vale é a retirada de direitos trabalhistas. Estes são identificados como a causa principal da estagnação econômica.
A repetição ad nauseam desta falácia adquiriu, entre alguns incautos, um foro de verdade. E como vivemos um período em que a ausência de debates programáticos é uma triste realidade, logo poderemos assistir a mais uma razia contra conquistas históricas dos trabalhadores.
A desmoralização dos sindicatos abriu caminho para que a selvageria avançasse quase sem obstáculos. Isto tem relação direta com o projeto criminoso de poder petista, que desmoralizou não só as instituições, como também a vida sindical.

Artigo do historiador Marco Antonio Villa na Istoé: “Do otimismo ao pessimismo.”

O País crescia rapidamente. Tudo era motivo de orgulho. O futebol (e outros esportes, como o boxe, basquete e tênis), o cinema, a arquitetura, a pintura, a literatura. Intelectuais e artistas estrangeiros visitavam e se encantavam com o Brasil. O País era visto como uma futura potência. Era só questão de tempo.
Contudo, ao iniciar os anos 1980 (e desde então), os sucessivos tropeços econômicos e políticos geraram o pessimismo. Abandonar o Brasil virou moda. Fracassamos? Por que não encontramos uma saída? Ainda é tempo?

Meu artigo na Istoé: “Bolsonaro e seus filhos.”

No último processo eleitoral Bolsonaro se apresentou como o candidato antissistema. Como? Foram 30 anos como parlamentar elegendo quatro membros da família? Um deles, Carlos, era, no momento de sua primeira eleição, menor de idade. Nenhum deles se destacou pelo estudo, pela reflexão. Pelo contrário, tiveram no pai um espelho — dos péssimos.
Da vida parlamentar — tal pai, tal filhos — nada ficou, a não ser o uso e abuso das benesses e o emprego de dezenas de familiares e coligados, alguns que nunca compareceram ao local de trabalho.