Artigo do Prof. Villa na Istoé: “O Itamaraty deve servir ao Brasil.”

O Brasil precisa de uma política externa. Não a do PT que alinhou o nosso país ao que há de pior no mundo. Não custa recordar que durante os treze longos anos do reinado petista, o Itamaraty acabou se transformando em um puxadinho dos interesses partidários do PT. Foi uma guinada à esquerda. E à serviço dos interesses do partido-mãe do petrolão. Na América Latina, Cuba foi privilegiada. Recebeu generosos empréstimos do BNDES e foi defendida em vários fóruns internacionais pela nossa diplomacia. Os países bolivarianos acabaram sendo tratados como aliados preferenciais. Bolívia pode encampar refinaria da Petrobras pagando indenização simbólica. A Venezuela foi considerada aliada preferencial. Foram estabelecidos acordos de cooperação que não acabaram descumpridos, empréstimos não foram pagos e a ditadura chavista encontrou no Brasil um fiel aliado. Não é possível esquecer o episódio de Honduras e a invasão da nossa embaixada por Zelaya, uma espécie de Cantinflas da política do século XXI. Também vale recordar o apoio entusiástico de Lula às FARC, grupo terrorista colombiano.

Na África ficou célebre as relações com as ditaduras que receberam doações simuladas em empréstimos. Tudo, segundo a justificativa petista, para estimular a venda de serviços de empresas brasileiras que, por sinal, receberam o pagamento com recursos oriundos dos contribuintes brasileiros, enquanto as ditaduras pediram – e a maioria obteve — o perdão das dívidas. Tudo sob o manto da solidariedade com o continente de onde o Brasil recebeu milhões de escravos entre os séculos XVI a XIX. No norte da África a aliança mais comemorada foi com a Líbia, que, à época, estava tiranizada pelo ditador Muamar Khadafi.

A ênfase da política externa era o estabelecimento das relações Sul-Sul. O afastamento em relação aos Estados Unidos fazia parte do projeto estratégico petista. Também foram abertas dezenas de embaixadas e consulados — em países sem nenhuma tradição comercial com o nosso país — e nos órgãos internacionais o Brasil votava à favor das ditaduras — basta recordar o episódio de Darfur, no Sudão. Lula apoiou um antissemita para a direção da Unesco — candidatura que acabou derrotada. O objetivo final era obter um assento permanente no Conselho de Segurança da Onu. Deu tudo errado. E, pior, o Brasil acabou tendo sua diplomacia desmoralizada, não ampliou sua presença nos fóruns internacionais e bilhões de reais foram desperdiçados.

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