Categoria: Istoé

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “A democracia está em perigo.”

Mas um núcleo nefasto entranhado no Palácio do Planalto e com ramificações nos ministérios da Educação e das Relações Exteriores, especialmente, aposta na crise. Quer a crise. Acha que desta forma abre caminho para seu projeto de poder. Projeto criminoso nos moldes do petismo. Desqualificando nossas tradições, colocando em risco a segurança nacional e adotando como prática a utilização de uma ideologia exótica a serviço de interesses alienígenas. São os fanáticos do outro extremo político. Buscam a todo custo inimigos reais e imaginários. Agem como os nazistas. As liberdades democráticas, a imprensa, o Congresso e o Judiciário se transformam nos novos judeus. E devem ser exterminados para o que planejam: a edificação do admirável mundo novo.A democracia está em perigo

Artigo do Prof. Villa na Istoé:”Bolsonaro e a recuperação.”

O êxito do governo Jair Bolsonaro depende da aprovação da Reforma da Previdência — entenda-se, o projeto original do Ministério da Economia.Caso as mudanças de regras sejam tímidas, promovendo uma economia muito abaixo do estimado — cerca deR$ 1 trilhão —, o quadriênio presidencial irá fracassar ainda no seu primeiro ano de mandato. Nessa hipótese, dificilmente Paulo Guedes continuará no ministério — e o apoio dos grandes empresários tenderá a diminuir. Não custa lembrar que Bolsonaro era visto com muita desconfiança pelo mercado no início da campanha presidencial de 2018. Foi Guedes quem deu a unção que lhe angariou o necessário apoio político e econômico do alto empresariado.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Política não rima com radicalização.”

Parte da renovação política — que foi muito saudável, registre-se — acabou produzindo parlamentares que são mais atores do que políticos.
Todo esse cenário faz parte de um período de transição. Estranho seria se após o final do velho regime (a Nova República) surgisse imediatamente uma nova elite política. Isso só vai ocorrer após um processo de depuração. O problema é que o Brasil necessita de soluções imediatas para enfrentar os graves problemas nacionais.

Artigo do Prof. Villa na Istoé : “Equívocos de Ernesto Araújo.”

Contudo, neste momento, a situação é radicalmente distinta. O Brasil tem seus próprios interesses estratégicos, e quer ter influência e presença militar no Atlântico Sul. Não cabe subserviência aos interesses norte-americanos, que, não necessariamente, são os mesmos do Brasil. Parodiando o próprio ministro, Araújo está entendendo o Brasil em inglês e esquecendo o português.
O reducionismo analítico é evidente. A busca incessante por adversários reais ou imaginários pode transformar o Itamaraty na Casa da Noca.

Bolsonaro e seus filhos.

Artigo do Prof. Villa na Istoé.
Pode ser lembrado o caso da família Sarney, contudo eram somente dois filhos políticos e sem o poder explosivo dos três de Bolsonaro.
Se no período de transição seus filhos não perderam oportunidade para criar situações embaraçosas para o pai, o que poderemos esperar a partir de 1º de janeiro de 2019? Ter três filhos na política não é um bônus. Especialmente quando não tem vida própria. Foram eleitos graças ao prestígio político do pai. Dessa forma, cada fala de um deles é entendida como se fosse do presidente. Quantas vezes Bolsonaro não teve de desmentir os filhos? Isso pode acabar mal.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Os militares no governo.”

É inegável que nas Forças Armadas existem excelentes quadros que podem ser utilizados nas diversas esferas governamentais. Ninguém chega ao alto oficialato sem ter passado por escolas de alta especialização e por estágios e missões no exterior. Esse cotidiano de formação técnica é desconhecido do grande público. Ainda há a visão de que a profissão de militar não passa de uma carreira pública modorrenta, à espera de uma guerra que não vai ocorrer, onde a promoção é aguardada simplesmente pela antiguidade. São ignoradas as ações implementadas em diversas missões de paz em todo mundo. E no Brasil inúmeras atividades importantes são desenvolvidas principalmente nas áreas mais pobres e nas regiões fronteiriças.
O desafio para as Forças Armadas é evitar a politização dos seus quadros. Elas servem ao Brasil e não a um governo em particular: são instituições permanentes de Estado. Devem evitar a sedução do soldado-cidadão, tão presente no início da República. Irão desempenhar um novo papel, trinta anos depois. Quem diria…

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Os trabalhos de Moro.”

Deve ser destacado que ninguém imaginava a designação de Moro para a pasta da Justiça. Foi um golpe de mestre do presidente eleito. Apontou claramente o compromisso com a mudança exigida pelo eleitorado. Sinalizou aos investidores estrangeiros que o governo não será complacente no combate à corrupção. E isso terá um enorme significado econômico.
Não será tarefa fácil combater a corrupção. Ela está entranhada na estrutura estatal. Não foi criada pelo PT. Porém, foi potencializada pelos petistas numa escala nunca vista na história.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “O Itamaraty deve servir ao Brasil.”

O Brasil precisa de uma política externa. Não a do PT que alinhou o nosso país ao que há de pior no mundo. Não custa recordar que durante os treze longos anos do reinado petista, o Itamaraty acabou se transformando em um puxadinho dos interesses partidários do PT. Foi uma guinada à esquerda. E à serviço dos interesses do partido-mãe do petrolão. Na América Latina, Cuba foi privilegiada. Recebeu generosos empréstimos do BNDES e foi defendida em vários fóruns internacionais pela nossa diplomacia. Os países bolivarianos acabaram sendo tratados como aliados preferenciais. Bolívia pode encampar refinaria da Petrobras pagando indenização simbólica. A Venezuela foi considerada aliada preferencial. Foram estabelecidos acordos de cooperação que não acabaram descumpridos, empréstimos não foram pagos e a ditadura chavista encontrou no Brasil um fiel aliado. Não é possível esquecer o episódio de Honduras e a invasão da nossa embaixada por Zelaya, uma espécie de Cantinflas da política do século XXI. Também vale recordar o apoio entusiástico de Lula às FARC, grupo terrorista colombiano.

Desafios para Bolsonaro.

O presidente eleito necessita apresentar uma mensagem de serenidade, equilíbrio e paz. Mostrar que a eleição já passou. Que agora pretende ser presidente de todos os brasileiros. Não será tarefa fácil. Com a personalidade que tem, acrescido dos assessores e filhos destemperados, o cenário é de que a cada semana haverá uma crise para ser debelada. E com reflexos negativos na relação entre os poderes e uma sinalização desfavorável para o mercado. Tudo isso muito antes da posse, a 1º de janeiro de 2019.

Artigo do Prof. Villa na Istoé:”A grande derrota da velha política.”

É patente que o eleitor referendou as ações moralizadoras da Lava Jato. Boa parte dos políticos envolvidos com os escândalos de corrupção foram derrotados, especialmente nos estados onde há vida política, ou seja, onde a sociedade civil é independente, onde o voto é realmente livre. Nesses locais foi dito de forma clara um sim à Lava Jato e, principalmente, ao juiz Sérgio Moro.