Categoria: Istoé

A eleição do medo.

O Brasil está com medo. Há um sentimento de angústia, de que o País deve passar momentos de muita tensão e com resultados imprevistos. Isso independentemente de quem vença a eleição. A frustração é evidente. Imaginava-se que o processo eleitoral iria abrir caminho para a solução da mais grave crise política do Brasil republicano. Ledo engano. O processo eleitoral vai aprofundar a instabilidade. Nada indica, por exemplo, que haverá alguma mudança no Congresso Nacional. Muito pelo contrário.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “A culpa é da democracia. Será?”

O Estado democrático de Direito se transformou, por mais estranho que pareça, em uma trincheira onde se abrigam os adversários da República. E são muito bem protegidos. Pagam seus protetores com uma parte do quinhão desviado do Erário.

Artigo do Prof. Villa na Istoé:”A crise mais grave da República.”

Enquanto não for resolvida a crise política, o Brasil permanecerá estagnado. Viverá, no máximo, de pequenos surtos de crescimento para depois retornar à recessão. É a política que determina a economia — e não o inverso. Sendo assim, é uma ilusão imaginar que a conjuntura mais tensa que vivemos no último século será enfrentada — e solucionada — pelas urnas a 7 de outubro. Falácia, pura falácia. Nada indica que o Congresso Nacional deve melhorar a forma de representação popular. Pelo contrário, a tendência é de que os velhos caciques estarão de volta ao Senado e à Câmara dos Deputados acompanhados da quadrilha oligárquica de seus estados.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Lula é apenas um presodenciável.”

Lula organizou o maior esquema de corrupção da história. Teve como princípio não ter princípio. Cooptou por meio do uso de recursos públicos grande parte da elite política e econômica. Elegeu duas vezes Dilma Rousseff. Graças à Lava Jato acabou na cadeia. Deve por lá permanecer. Hoje é um presodenciável, nada mais.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “A teocracia tupiniquim.”

A indissociação da esfera religiosa com a esfera pública é um grande salto para atrás. Interromper esse processo é fundamental para a democracia. Isso — é importante ressaltar — não significa qualquer tipo de desqualificação religiosa. Pelo contrário. Preserva as religiões e o laicismo estatal. Esse é um dos desafios que o Brasil terá de enfrentar.

Política externa de gente grande.

Um passo positivo foi ter abandonado a relação de amizade e aliança com os países bolivarianos. Mas só isso não basta.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Estatais à serviço do Brasil”.

Marco Antonio Villa A greve dos caminhoneiros recolocou a questão da privatização da Petrobras e — por tabela — de […]

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “2018 com jeito de 1989.”

Tudo indica que teremos uma eleição presidencial muito próxima, no sentido da sua dinâmica, da realizada em 1989.
Havia no ar um sentimento de cansaço, de enfado, de desalento com os políticos tradicionais.
Quase trinta anos depois, o sentimento é o mesmo mas com, no mínimo, uma diferença: esta é uma eleição geral, envolve as 27 unidades da federação e a renovação de toda Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado. Isso poderia dar ao processo eleitoral uma similitude com 2014, 2010 ou 2006. Mas não. Desta vez há uma clara dissociação entre a escolha para a Presidência da República e o restante da eleição. Dá-se ao Executivo federal um protagonismo e um poder de decisão frente à grave crise que vivemos muito acima das suas possibilidades reais, legais e constitucionais. Novamente o Presidente é alçado a uma missão impossível e dependendo dos resultados das urnas poderá terminar seu mandato muito antes do prazo constitucional.

Artigo do Prof. Villa na Istoé: “Os 130 anos da abolição.”

O 13 de maio de 1888 foi uma ruptura revolucionária em um País marcado pelo conservadorismo, pela conciliação entre as elites, pela enorme dificuldade de enfrentar as graves contradições sociais. Não é possível falar da abolição sem recordar o primeiro movimento de massas da nossa história: o abolicionismo. A mobilização popular nos anos 1880 foi fantástica.
Hoje, com o domínio da (medíocre) sociologia produzida nos EUA, falar no 13 de maio é considerado démodé. Os ventríloquos do novo imperialismo cultural querem fomentar uma guerra racial. Até os negros não são mais brasileiros; agora são afrodescendentes.

Artigo Prof. Villa na Istoé: “Joaquim Barbosa vem aí?”

A permanência da corrupção como importante mote de campanha é preocupante. Demonstra como a longa duração é componente da história do Brasil. Não há país democrático no mundo que numa eleição retome um tema de mais de meio século. É uma clara demonstração de que a corrupção é uma indústria poderosa e que conta com amplo apoio entre as diversas frações da classe dominante. Também evidencia o desejo da cidadania de extirpá-la. E o único caminho encontrado — em um País que ainda tem uma sociedade civil relativamente frágil — é votar em um candidato que se propõe enfrentá-la.