Categoria: O Globo

Artigo do Prof. Villa n’O Globo: “A culpa do nosso fracasso é dos outros.”

Em meio a este clima político foi absolutamente natural que as visões de Rebouças ou Lobato acabassem literalmente desaparecendo completamente do debate político. Foram consideradas ingênuas ou datadas. O moderno era fortalecer o Estado, atacar o imperialismo americano e defender o nacionalismo – até com fortes tinturas xenofobistas. E o lado oposto, ocupado por interlocutores tão vinculados ao capitalismo estrangeiro – especialmente o americano – que retirava legitimidade do seu discurso, caracterizado por uma defesa caricata do liberalismo econômico e uma submissão à interesses anti-nacionais.

Artigo do Prof. Villa n’O Globo: “A falência das elites.”

A falência das elites. A desilusão com o processo de escolha do novo presidente da República é evidente. A maioria […]

Artigo do Prof. Villa n’O Globo:”Os senhores do Brasil”

Os supostos candidatos percorrem o Brasil proclamando platitudes. Acabam tendo destaque. Afinal, não é fácil todo santo dia preencher as páginas dos jornais com noticiário político. Frente a pobreza das ideias, resta o diz-que-diz. O que é dito hoje é desmentido no dia seguinte. Balões de ensaios são lançados a toda hora. A maioria tem vida curta. O inimigo de hoje poderá ser o aliado de amanhã. Ideologia? Qual? Onde? No Brasil não há direita, centro ou esquerda. Há oportunismo. Só isso. Os conceitos políticos perdem seus sentidos originais. Aqui, os opostos são idênticos. E, se são idênticos, não são opostos, diria o Conselheiro Acácio.

Artigo Prof. Villa publicado hoje n’O Globo: “O tenentismo quer voltar.”

Pior será se os militares forem seduzidos pelas novas vivandeiras que rondam os quartéis. São os oportunistas de sempre. Para as Forças Armadas, quanto mais distantes da política partidária, melhor. Mais ainda do atual processo eleitoral para a Presidência da República. Desenterrar o modelo do soldado-cidadão, que serviu para justificar o golpe militar republicano e as diversas intervenções ao longo do século XX, conduzirá o país e as Forças Armadas a uma grave crise política e institucional.

Anitta em Harvard? Mais uma da elite rastaquera brasileira.

A música “Vai malandra” já foi chamada de novo hino nacional. O reacionarismo da letra (falar em versos, aí já é demais), a desqualificação da mulher, a idealização da favela (é favela mesmo; comunidade não passa de uma tentativa de transmudar pela palavra uma vergonha nacional, aceitar a precarização da moradia e das condições de vida de milhões de brasileiros) é dado de barato, como se fosse algo absolutamente irrelevante.

Artigo historiador Marco Antonio Villa publicado n’O Globo: “Viva Marighella! Viva a morte!”

Desde os anos 1980 consolidou-se como verdade absoluta que a luta armada conduziu o Brasil à redemocratização.
Questionar esta versão falaciosa da história é tarefa fundamental no processo de construção da democracia no nosso país.
Em um país sem tradição democrática, os cultores do extremismo ganharam espaço.Hoje, torturadores são elogiados em pleno Congresso Nacional, assim como, no dia-a-dia, terroristas são homenageados nas denominações dos logradouros e edifícios públicos.
O ator Wagner Moura está produzindo um filme – claro que com o apoio da Lei Rouanet – para glorificar, ainda mais, Marighella, apesar da Constituição definir no artigo 5º, inciso XLIII, o terrorismo como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

Artigo n’O Globo de Marco Antonio Villa: “Anitta e a República dos Rastaqueras”.

O Brasil virou a República dos Rastaqueras.
Nesta conjuntura, é possível compreender como algumas figuras caricatas tomaram conta do cenário cultural. A cantora Anitta é o melhor exemplo.
A música “Vai malandra” já foi chamada de novo hino nacional.

Artigo do historiador Marco Antonio Villa n’O Globo: “Lula candidato? Nunca.”

Lula candidato? Nunca. Ele continua na ofensiva. Ataca sistematicamente o juiz Sergio Moro. Desqualifica a operação Lava-Jato 12/12/2017 – 10h06 […]

Nos “bons” tempos os companheiros Lula e Cabral abraçados.

O condenado Lula ao se refeir ao atual presidiário Cabral e ex-governador do Rio, cita moral e ética na política.

Artigo historiador Marco Antonio Villa n’O Globo: “Uma crise sem fim.”

Frente ao aprofundamento da crise política, a elite não sabe o que fazer. Seus líderes externam discursos de uma pobreza ideológica franciscana. Buscam a todo custo candidatos à Presidência da República. Querem nomes, e não ideias. O que vale é a grife. Gostariam de encontrar um Emmanuel Macron, mas até agora só acharam um insípido animador de auditório.