Live(08/08/2019): Bolsonaro, a primeira dama, a tortura e o Coaf.

 

  • Reforma da Previdência.
  • Eduardo Dudu Surfistinha e a embaixada em Washington.
  • Fabrício de Queiroz.
  • Michele Bolsonaro e as fotos de lingerie em seu Instagram.
  • Bolsonaro recebe no Planalto Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, viúva do coronel, assassino e torturador do regime militar, Brilhante Ustra. Os crimes de Brilhante Ustra foram reconhecidos pela Justiça.
  • Bolsonaro continua a violar a Constituição, desta vez ao se referir a um torturador como herói nacional. Deu no Correio Braziliense:”Um herói nacional”, diz Bolsonaro sobre Ustra, condenado por tortura.Fala ocorreu após presidente ser questionado sobre a agenda que cumpre hoje ao receber a senhora Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, viúva do militar.
  • Para o jurista, Miguel Reale Jr, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB): Bolsonaro dá ‘tapa na cara da civilização’ ao exaltar Ustra.Um dos autores do pedido de impeachment de Dilma afirma que presidente caminha para ‘processo paranoico perigoso’ Confira na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/08/miguel-reale-jr-diz-que-bolsonaro-da-tapa-na-cara-da-civilizacao-ao-exaltar-ustra.shtml
  • Bete Mendes foi presa sem inquérito e ordem de prisão e torturada por Ustra.
  • Sarney em visita ao Uruguai tinha em sua delegação oficial a então deputada federal Bete Mendes, que na ocasião reconheceu seu torturador, Carlos Brilhante Ustra, adido militar na embaixada brasileira no Uruguai.

Confira a carta de Bete Mendes ao então presidente Sarney e leia a matéria completa no Estadão:

https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,bete-mendes-denunciou-ustra-fui-torturada-por-ele,7011,0.htm

Bete Mendes engoliu a seco e, remoendo o sofrimento causado pelas lembranças, decidiu manter as aparências e a tranquilidade exigida pelo cerimonial. Mas tão logo retornou ao Brasil escreveu uma carta ao presidente Sarney denunciando o ex-torturador:

“Não posso calar-me ante a constatação de uma realidade que reabriu em mim profunda e dolorosa ferida… Digo-o, presidente, com conhecimento de causa: fui torturada por ele. Imagine, pois, vossa excelência o quanto foi difícil para manter a aparência tranquila e cordial exigida pelo cerimonial: Pior que o fato de reconhecer meu antigo torturador, foi ter de suportá-lo seguidamente a justificar a violência cometida contra pessoas indefesas e de forma desumana e ilegal como sendo para cumprir ordens e levado pelas circunstâncias de um momento”.

Antecipando-se ao contra-argumento da Lei da Anistia, a carta continuava:

“Sei que muitas vozes se levantarão na lembrança da anistia. Lembro, porém, que a anistia não tornou desnecessária a saneadora conjunção de esforços de toda a Nação com o objetivo de instalar uma nova ordem política no País. O arbítrio cedeu lugar ao diálogo democrático. A Nova República, sonho de ontem, é a realidade palpável de hoje. Mas ela não se consolidará se no atual governo, aqui ou alhures, elementos como o coronel Brilhante Ustra estiverem infiltrados em quaisquer cargos ou funções.

Por isso, denuncio-o aqui. E peço, como vítima, como cidadã e como deputada federal, providências imediatas que culminem com o afastamento desse militar das funções que desempenha no vizinho país. Tenho certeza que uma determinação sua nesse sentido significará, antes de tudo, uma demonstração de respeito ao sofrimento de milhares de brasileiros e uruguaios que acabam de despertar de uma longa noite de arbítrio, na qual a tortura e os torturadores fizeram parte de uma grotesca, triste e dolorosa realidade.”

“Fui seqüestrada. presa e torturada nas dependências do DOI-Codi do II Exército, onde o major Brilhante Ustra (dr. Tibiriçá) comandava sessões de choque elétrico, pau-de-arara, ‘afogamento’, além do tradicional “amaciamento” na base dos ‘simples’ tapas, alternado com tortura psicológica. Tive sorte, reconheço, senhor ministro: depois de tudo, fui julgada e considerada inocente em todas as instâncias da Justiça Militar, que, por isso, me absolveu; e aqueles inocentes, como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?”

Nao é possível que um presidente da República transforme um assassino em herói.

A sociedade brasileira está se acostumando e aceitando?

O episódio do Lula.

Transferência de Lula de Curitiba para São Paulo: retaliação ou vingança?

COAF

Bolsonaro quer tirar o responsável do COAF, o funcionário de carreira da Receita Federal, Roberto Leonel que deu declaração contrária a decisão de Dias Toffoli no caso de Flávio Bolsonaro.

Roberto Leonel quer continuar as investigações na COAF.

Flávio Bolsonaro tem medo do que em relação ao seu sigilo bancário?

E onde está Fabrício Queiroz?

Isto é nova política?

Leia matéria na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/08/se-guedes-quiser-mudar-nao-tem-problema-diz-bolsonaro-sobre-chefe-do-coaf.shtml

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