Ministro do STF Celso de Mello acaba com censura ao meu comentário do holerite de R$ 118 mil do ministro do STJ, Joel Ilan Paciornick.

Vitória contra a censura solicitada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Joel Ilan Paciornick.

Aproveito para agradecer meu advogado, Dr. Alexandre Fidalgo.

Deu no Estadão:
“Celso de Mello acaba com censura a comentário de Villa, que apontou holerite de R$ 118 mil no STJ.
Decano do Supremo tomou decisão em ação movida pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça, contra declarações de historiador na rádio Jovem Pan, em 2016.”

Deu n’O Antagonista:
Celso de Mello derruba censura a comentário de Villa sobre contracheque de ministro do STJ.
O comentário de Villa que motivou a ação foi o seguinte:
“Joel Ilan Paciornick, não sei quem é esse senhor, ministro do Superior Tribunal de Justiça, no mês passado, esse senhor, estou me referindo a maio, este senhor, sabe quanto foi retido por teto constitucional no holerite dele? Zero! Sabe o quanto ele recebeu? R$ 118 mil! Eu quero saber por que esse homem ganhou isso? Sabe qual é a sacanagem, que eu acabei de falar? Vantagens eventuais: sabe quanto de vantagens eventuais que ele recebeu? É a denominação que está no holerite: R$ 65 mil! E teve indenizações, no plural: R$ 20 mil. E tem uma outra sacanagem! É que o subsídio total é de R$ 118.412,00. Sabe quais descontos ele recebeu? R$ 16.937,92, porque tem uma outra sacanagem! Esse imposto de renda só vai incidir sobre o salário.”

Deu na Gazeta do Povo:
Celso de Mello acaba com censura a Marco Antonio Villa.
“Essa garantia básica da liberdade de expressão do pensamento, como precedentemente mencionado, representa, em seu próprio e essencial significado, um dos fundamentos em que repousa a ordem democrática. Nenhuma autoridade, nem mesmo a autoridade judiciária, pode prescrever o que será ortodoxo em política – e em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional – ou estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento, como sucede, p. ex., nas hipóteses em que o Judiciário condena o profissional de imprensa a pagar indenizações pecuniárias de natureza civil, muitas vezes arbitradas em valores elevados que culminam por inibir, ilegítima, indevida e inconstitucionalmente, o próprio exercício da liberdade fundamental de expressão do pensamento”, argumentou o decano Celso de Mello.
“A liberdade de manifestação do pensamento, que representa um dos fundamentos em que se apoia a própria noção de Estado Democrático de Direito, não pode ser restringida, ainda que em sede jurisdicional, pela prática da censura estatal, sempre ilegítima e impregnada de caráter proteiforme, eis que se materializa, ‘ex parte Principis’, por qualquer meio que importe em interdição, em inibição, em embaraço ou em frustração dessa essencial franquia constitucional, em cujo âmbito compreende-se, por efeito de sua natureza mesma, a liberdade de imprensa”, ressaltou o ministro.”

Leia a notícia na íntegra:

Celso de Mello acaba com censura a comentário de Villa, que apontou holerite de R$ 118 mil no STJ

Celso de Mello derruba censura a comentário de Villa sobre contracheque de ministro do STJ

https://www.gazetadopovo.com.br/justica/celso-de-mello-acaba-com-censura-a-marco-antonio-villa/