Por Marco Antonio VillaELI_7576 PB

Nos jornais, revistas e vídeos foi desenhado um cenário para o momento atual que não ocorreu. Nada melhor que os arquivos digitalizados para checar as análises de conjuntura. Eu fiquei quase que como voz solitária  mostrando que Lula era um tigre de papel, que o PT não tinha o controle da política e que os movimentos sociais nada fariam contra a vontade da maioria do povo brasileiro.

 
Os que não queriam lutar contra o projeto criminoso de poder (a maioria da oposição partidária) davam ao Lula uma importância que ele não tinha. Seu poder de convencimento tinha acabado. Era uma caricatura do que foi, em certo momento, da nossa história recente. Diziam que ele incendiaria o país, que em um simples discursos mudaria a conjuntura política, que indo a Brasília daria fôlego ao governo e se lançaria como candidato favorito às eleições de 2018. O que aconteceu? Nada. Falou, falou e ficou isolado. Ganhou, se tanto, o apoio dos já convertidos.

Já os movimentos sociais iriam tomar as ruas e decretar greve geral. O que aconteceu? Nada. Realizaram alguns atos (com adesão restrita) e só. As centrais sindicais pelegas somente cumpriram tabela, Foram às ruas em atos esvaziados, divulgaram manifestos, tudo sem qualquer repercussão.

E o PT? Ficou menor do que era no início deste ano (muitos prefeitos candidatos à reeleição abandonaram o partido).  Está muito mal nas pesquisas eleitorais para as eleições municipais e deve perder dezenas de vereadores, além de prefeituras em importantes cidades, como São Paulo.

Qual é a conclusão? Os que davam a Lula, ao PT e aos movimentos sociais um poder decisivo na cena política não queriam lutar. Eram, implicitamente, aliados do projeto criminoso de poder. Tinham medo do enfrentamento democrático. Não queriam cumprir o papel de oposição política. Quem venceu? A sociedade civil organizada. A vitória foi nossa!! Não podemos deixar que aqueles que nada fizeram comecem a construir uma narrativa falsa. Ressalto: pela primeira vez na história do Brasil a sociedade civil se organizou independentemente do Estado e de seus braços (governos, partidos). O desafio é manter esta organização de forma permanente para que possamos, finalmente, proclamar a República no Brasil.

 

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