Foto: matéria" Istoé".

Foto: matéria” Istoé”.

1.Deu n’O Globo: “Até no mundo da corrupção, cargo é tudo. No esquema que levou Paulo Bernardo à prisão, a propina tinha gradação. Quando ele era ministro, a cota era de 9,8% do que a Consist ganhasse. Depois que saiu do ministério, passou pra 4,8%; e, no final do esquema, entre 2014 e 2015, o percentual passou para 2,9%.”
2.Sobre a busca no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse o procurador da República Andrey Borges de Mendonça: “Não há nenhum tipo de imunidade territorial, imunidade de imóveis. O único tipo de imunidade no Brasil é de embaixadas.”
3.Palavras de Gleisi Hoffmann, hoje, no Senado. É incrível a cara de pau. Só um trecho: “É com muita dor que venho a essa tribuna hoje. Dor na alma, no coração. Dor pelo que aconteceu na última quinta-feira, por erros e equívocos na nossa história, pelas injustiças semeadas ao longo do caminho. Nem em pesadelos eu teria sido capaz de supor que estaria aqui, nesta tribuna, pra defender meu marido, pai dos meus filhos e meu companheiro de caminhada política, de uma prisão. Prisão injusta, ilegal, sem fatos, sem provas e sem processo. Aqui estou, serena e humilde, mas não humilhada”.
4.A Associação dos Juízes Federais do Brasil emitiu nota sobre a diligência de busca e apreensão no apartamento de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Observem que não houve qualquer ilegalidade. Foi cumprido estritamente o que determina o ordenamento legal para tais casos. Segue a nota: “O fato de o ex-ministro e investigado na representação criminal conduzida pelo magistrado ser casado com uma senadora da República, Gleisi Hoffmman, não estende a ele o privilégio de foro de que goza a senadora, nem lhe garante qualquer espécie de imunidade.
O juiz expressamente consignou em sua decisão que a senadora não era investigada no processo e, portanto, não era “sujeito passivo da medida de busca e apreensão” e determinou que “tudo o que for de propriedade ou posse da senadora deve ser excluído”, inclusive indeferiu pedido do Ministério Público Federal para que fosse lavrado um auto de constatação dos bens, objetos e documentos da Senadora.
Verifica-se, portanto, que houve absoluto respeito por parte do magistrado à garantia de prerrogativa de foro da senadora.
Por tal razão, a Ajufe repudia qualquer tentativa de ameaça à independência funcional por meio de representação administrativa contra decisão jurisdicional.
A Ajufe reforça ainda o entendimento já manifestado em outras oportunidades pelo fim do foro privilegiado como recurso para garantia da impunidade e pela defesa intransigível da independência funcional dos magistrados.”

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