Tenho insistido na necessidade de proclamarmos a República no Brasil. Já disse várias vezes que ela só foi anunciada em 1889. É uma tarefa de médio prazo,mas uma hora tem de começar. A hora pode ser agora quando estamos derrotando o projeto criminoso de poder.
Hoje, no Jornal da manhã da Jovem Pan, toquei em um destes aspectos, o papel político do empresariado nacional. Excetuando a Fiesp, que em dezembro de 2015, se manifestou pelo impeachment, as outras entidades empresarias ficaram em silêncio. E estou falando de todos os setores da economia. Somente na semana que a Câmara iria votar a admissão do processo de impeachment foi que algumas entidades se manifestaram, quando o jogo estava decidido (hoje até usei a imagem de uma goleada, só falaram quando o jogo estava 5 a zero para o povo brasileiro). Outras, mesmo assim, permaneceram em silêncio. Ou seja. foram coniventes com os desmandos e a corrupção petistas.
O grande empresariado lucrou – e muito!! – com as benesses oficiais durantes 13 anos e 5 meses. Se locupletaram no BNDES, por exemplo.Agora querem ser sócios da vitória e, pior, estabelecem uma agenda econômica anti-popular. Desejam retirar direitos que chamam de privilégios. Privilégio é o que recebeu a OI que está espetando no bolso do contribuinte uma falência no valor de R$ 65 bilhões. Isso mesmo: R$ 65 bilhões!!!! Quase 40% do deficit da União neste ano.
O empresariado precisa crescer. E caminhar com as próprias pernas. Tem de ser independente do Estado. Não pode temer a concorrência. Tem de apoiar os valores da livre iniciativa. Mais ainda: tem de dar o exemplo de que a ética e o respeito à coisa pública fazem parte do seu ideário.
Por hoje fico com estas observações. Vou ainda voltar a este tema.